domingo, 30 de outubro de 2011

Ambientalista Potiguar recebe prêmio por desenvolvimento de trabalho ambiental

Zélia Brito


Está ai uma notícia que não é vista nas TV's potiguares.

A potiguar Zélia Brito, chefe da reserva Biológica do Atol das Rocas, foi selecionada pela Revista Trip para receber o prêmio Transformadores 2011. Zélia foi escolhida por seu trabalho de 15 anos de preservação e fiscalização deste Atol que é o único do Oceano Atlântico Sul e que detém os títulos de área de proteção ambiental, de reserva biológica marinha e de patrimônio natural da humanidade, reconhecido pela Unesco. Para a edição deste ano, foram escolhidas 14 pessoas de todo o Brasil, como o pesquisador Miguel Nicolelis e o casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo que já fazia parte da lista de finalistas do prêmio quando foram assassinados em março deste ano. O Prêmio Trip Transformadores foi criado em 2007 para homenagear pessoas que pensam no coletivo e que fazem a diferença por acreditarem e agirem em prol de uma mudança para melhor em diferentes áreas.



O Atol das Rocas
O Atol das Rocas está localizado há 144 milhas náuticas (270 quilômetros) de Natal, de onde sai o barco todos os meses para a troca da equipe que fica na ilha. A viagem dura cerca de 25 horas. Este é um local fundamental para o equilíbrio da vida marinha, por sua alta produtividade biológica e por ser zona de abrigo, alimentação e reprodução de diversas espécies de animais, como as tartarugas verdes e as de pente. O Atol das Rocas também representa a maior colônia de aves tropicais do país, são cerca de 150 mil de 29 espécies distintas que utilizam a ilha como pouso pra descanso e alimentação, reprodução ou moradia permanente. Antes que fosse implantado o sistema de revezamento de equipes de fiscalização, em 1991, era comum a presença de pescadores que causaram diversos danos ambientais no local. Hoje o atol só recebe visitas para fins de pesquisa e fiscalização. As condições de permanência são inóspitas. Água potável, por exemplo, só mesmo para beber e cozinhar.

Zélia Brito
Filha e neta de funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Maurizélia de Brito Silva, a Zélia, 45 anos, demorou a encontrar sua vocação. Mas bastou uma visita ao paraíso para que a hoje chefe da Reserva Marinha do Atol das Rocas soubesse que era lá seu lugar. Já se vão 15 anos.
De lá para cá, dedica sua vida à preservação desse refúgio, o único do tipo no Atlântico Sul. Tanto esforço pode ser notado a cada turno que cumpre no atol, com a identificação de novas espécies ou por episódios como a época de desova das lagostas, em que as centenas de animais nas lagoas deixam evidente a saúde ambiental do atol. Na pequena ilha, Zélia desdobra-se, com voluntários, para fazer cumprir a proibição de pesca, disciplina que tem sido recompensada: às vezes passam-se meses sem que seja preciso furar as altas ondas a bordo do pequeno bote a motor disponível para afugentar algum barco pesqueiro.
Aos 40 dias de ilha sucedem outros 40 em Natal. Hora de costurar, em terra, os relacionamentos que garantem a continuidade dessa preservação. Conhecida de longa data de boa parte dos pescadores, Zélia procura ter sempre gente de confiança em todas as rodas. Ela sabe que, se uma crise apertar, um pescador pode ficar tentado a jogar suas redes no atol. Pelos amigos, pode saber com antecedência do perigo e alertar a guarda costeira.

Informações para a imprensa:
Mary Land Brito

sábado, 29 de outubro de 2011

11ª DIRED na CIENTEC 2011

Também esteve presente na CIENTEC 2011 a 11ª DIRED. Abaixo segue fotos dos trabalhos apresentados pelos alunos das escolas assitidas pela 11ª DIRED.










14ª DIRED na CIENTEC 2001

Na CIENTEC 2011 a 14ª DIRED também esteve participando do evento com dois trabalhos das escolas assitidas pela instituição, abaixo segue fotos das Técnicas da 14ª DIRED Cleide Fidélis e Francimar, além dos alunos e professores das respectivas escolas.






sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Brasil reciclou 17 bilhões de latinha de alumínio no ano de 2010


O Brasil reciclou 97,6% das latas de alumínio produzidas para embalagens de bebidas em 2010, um total de 239 mil toneladas de sucata, o equivalente a mais de 17 bilhões de unidades de latas. De acordo com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), que divulgaram nesta quinta-feira os resultados, os números de 2010 mostram crescimento de 20,3% na reciclagem e de 21% na produção, na comparação com 2009.


O índice mantém o Brasil na liderança da reciclagem de latas de alumínio para bebidas. No mesmo período, o Japão reciclou 92,6% da produção e a Argentina, 91,1%. Nos Estados Unidos, o índice foi 58,1%, mas o volume de produção é muito maior, cerca de 100 bilhões de latas por ano.


Em 2010, a reciclagem de latas no país movimentou cerca de R$ 1,8 bilhão. Desse total, R$ 555 milhões foram injetados diretamente na coleta. De acordo com o empresariado, o volume de latas de alumínio coletado em 2010 equivale à geração de pelo menos 251 mil empregos no setor.



Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uma Baleia da Especie Jubarte, Com Mais de 02 Toneladas, Encalhou na Praia de Upanema em Areia Branca-RN.

(Foto: Afrânio Mesquita)


A costa branca do Rio Grande do Norte, viveu um dia bastante movimentado ,na praia de Upanema, no município de Areia Branca-RN. Uma verdadeira operação de resgate, com a participação de diversos órgãos, foi montada por lá, onde o objetivo era salvar uma baleia da espécie jubarte, que encalhou naquela orla marítima desde a manhã de hoje, quinta-feira, dia ( 20/10 ). Um popular que casualmente passava pelo local, por volta das 09:40 h/min, avistou o animal se debatendo nas águas e comunicou o fato aos pescadores e em seguida às autoridades. Equipes da Agência da Capitania dos Portos em Areia Branca-RN, e do Projeto Cetáceos da Costa Branca, da Universidade Estadual do Rio Grande do Grande (Uern), estão trabalhando no local, juntamente com o pessoal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), polícias Militar e Ambiental que dam suporte à operação. A baleia encalhou num banco de areia a poucos metros da praia. Como a maré estava vazando a primeira tentativa de devolver o animal ao mar foi frustrada. Os biólogos e o pessoal da Capitania dos Portos, que comandaram a operação, contaram com o apoio de um barco cedido pelo empresário Cleodon Bezerra de Oliveira. Segundo os biólogos, a situação era complicada. A alternativa seria a Capitania dos Portos liberar uma embarcação de grande porte, no caso um rebocador, para fazer uma nova tentativa de resgate do animal. Essa operação estava prevista para depois das 18:00 hs, com a maré alta. Até lá, os biólogos disseram que iriam passar pomada no animal e cuidar para o mesmo não se desidratar. Inclusive pescadores locais doaram lençóis para proteger o animal dos raios solares. 


Fonte: Jarbas Rocha 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Amostra de Trabalhos da Sala Verde na CIENTEC - URFN

A Sala Verde da UFRN apresenta na CIENTEC vários trabalhos de artesanatos com materiais recicláveis, além de oficinas com materiais recicláveis. Trabalhos muito bons, vale apena conferir. A Sala Verde fica até o final da CIENTEC, que não viu aproveitem para dá uma passada lá e conferir todo o material exposto além de participar das oficinas. A seguir algumas fotos dos artesanatos e das oficinas.





 Dríssia Renata, aluna do Curso de Ciências Biológicas - Facex



Programação Sala Verde na CIENTEC - UFRN

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CIENTEC 2011 - UFRN



Começou no espaço da UFRN apresentação de livros, artigos e muita coisa interessante. A CIENTEC vai do dia 17 (hoje) ao dia 21 de outubro nas dependências da UFRN. a 14ª DIRED está com um stand com as escolas da cidade Patu e Rafael Godeiro. O MUDA estará acompanhando o evento e postando fotos e resumos de alguns trabalhos apresentados no evento.


Ao adotar como tema da CIENTEC 2011 “Inovação para o desenvolvimento sustentável”, a UFRN presta uma homenagem ao Ano Internacional da Química e possibilita uma ampla reflexão sobre as condições de sustentabilidade como um tema complexo, o qual requer a contribuição de inúmeras áreas do conhecimento e necessita de novas formas de pensar, identificando, assim, as alternativas para a construção de relações harmônicas entre os seres humanos e entre estes e seu ambiente natural.


sábado, 15 de outubro de 2011

15 de Outubro, Dia do Educador Ambiental


O Educador Ambiental atua diretamente com crianças, empresas e comunidade, no sentido de conscientizá-las da necessidade de uma mudança correta de atitudes.É impossível falar em Educação Ambiental voltando-nos exclusivamente para a escala planetária ou para a escala nacional. Pelo contrário. Ela envolve todas as escalas. Começa em casa. Atinge a rua e a praça. Engloba o bairro. Ultrapassa as periferias. Repensa o destino dos bolsões de pobreza. Atinge as peculiaridades e diversidades regionais para, só depois, integrar, em mosaico, os espaços nacionais.
Trata-se de um processo educativo que envolve ciência e ética e uma renovada filosofia de vida. Trata-se de mudar enfoque, ajudando a preservação da biodiversidade; reintroduzindo a vegetação onde for possível; seqüestrando o gás carbônico liberado para a atmosfera nos últimos 100 anos da Revolução Industrial; multiplicando os bancos de germoplasmas necessários à produção de alimentos; reintroduzindo biomassas de interesse ambiental, social e econômico.
Parabenizamos todos os educadores Ambientais do Planeta, em especial:

                                            Aparecida (Pedagoga/14ª DIRED)


                                          Daniel Silva ( Tecnólogo Ambiental/CJ)

                                                         Rita de Lourdes (NEA)

                                                Fernando Cordeiro (Letras/CJ-RN)

                                                Da Paz (Pedagoga/14ª DIRED)

                                              Arthur Salviano (Psicólogo/CJ)

                                              Emanuel Coringa (Artes Cênicas/CJ)

                                               Camila Barros (Serviço Social/CJ)

 Tiago Lincka (Bibliotecário/CJ)


A todos estes profissionais de diferentes áreas e que tiram do seu tempo corrido espaços para lutar por um mundo ambientalmente saudável, os mais sinceros votos de nós que fazemos o MUDA (Movimento Umarizalense em defesa Ambiental)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Desabafo de Uma senhora.


Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
 
A senhora pediu desculpas e disse:
 
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
 
O empregado respondeu:
 
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.
 
- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
 
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempoSubíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
 
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambienteAté então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
 
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
 
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
 
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Um ano após criação de Lei Federal que fecha lixões, País não construiu nenhum aterro.



Em agosto de 2010, entrou em vigor a lei federal que obriga todas as cidades do país a fecharem seus lixões e construírem aterros sanitários para receber o lixo produzido pela população. Apesar de ter passado mais de um ano do início da vigência da lei e a três do fim do prazo, nenhum lixão foi fechado ou aterro construído. A informação vem do próprio governo. Segundo o diretor do Departamento de Desenvolvimento e Cooperação Técnica do Ministério das Cidades, Manoel Renato Machado, os “avanços não estão na velocidade certa para os prazos”.


Todos os dias são produzidos no Brasil 136.748 toneladas de lixo, segundo dados da ABLP (Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública). O material é levado para os 3.350 lixões espalhados pelo país, locais considerados inadequados por especialistas. 

O governo federal, de acordo com Machado, prevê a construção de 80 centros de tratamento no país. Cada um deverá ter mais de um aterro sanitário e deverá beneficiar 700 cidades. O orçamento destinado para as obras é de R$ 2 bilhões.



Fonte: Do R7 Foto Agencia Estado